Bovespa tem 4º alta seguida e encosta na máxima histórica de fechamento

Ibovespa subiu 1,75%, a 73.412 pontos, maior patamar desde maio de 2008.


O principal índice da B3 (antiga BM&FBovespa, a bolsa brasileira) fechou em alta nesta quarta-feira (6), pela 4ª sessão seguida, encostando na máxima histórica de fechamento, com respaldo de um cenário político mais tranquilo após o Congresso Nacional ter aprovado na véspera as novas metas fiscais e a proposta de criação da Taxa de Longo Prazo (TLP).

O Ibovespa subiu 1,75%, a 73.412 pontos, no maior patamar de fechamento desde 20 maio de 2008, quando foi atingida a maior pontuação de encerramento da história do índice (73.516 pontos). Veja a cotação hoje.

No ano, o Ibovespa acumula ganhos de 21,9%.

Cenário político

Na noite passada, o Senado conseguiu concluir a aprovação da TLP antes que a medida provisória perdesse sua validade, na quinta-feira. Também na noite passada, o Congresso Nacional aprovou o projeto de lei que aumenta as metas de déficit primário do país em 2017 e 2018.

Os avanços no Legislativo somam-se ao tom otimista iniciado na véspera, com a visão de fortalecimento do governo do presidente Michel Temer, diante da chance de anulação de acordo de delação de executivos da J&F, destaca a Reuters.

O bom humor entre os investidores também se sustentava na desaceleração da inflação acima do esperado, o que corrobora a expectativa pelo corte de 1 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião do Banco Central que termina nesta quarta-feira. Em 12 meses até agosto, o IPCA teve alta de 2,46%, o menor patamar desde fevereiro de 1999, e abaixo das estimativas do mercado.

“O governo passando as reformas e com a ideia de que a economia começa a reagir, as coisas vão acontecendo e o mercado fica com um clima positivo”, disse à Reuters o gerente de renda variável da H.Commcor Ari Santos.

O mercado já esperava que a bolsa rompesse máximas históricas, mas ainda há dúvidas sobre a manutenção da euforia. Enquanto parte dos agentes de mercado avalia que o cenário favorável continuará se sobrepondo por períodos mais longos, ainda há quem veja mais riscos, especialmente vindos do exterior.

O quadro político já vinha dando respaldo ao mercado de renda variável, com o impulso mais recente surgindo após o anúncio de planos de privatização da Eletrobras. Este cenário foi beneficiado ainda mais nesta sessão após o pedido de análise feito pelo Ministério da Fazenda ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a possibilidade de o governo abrir mão do direito de veto, o chamado “golden share”, sobre certas decisões estratégicas em algumas empresas que serão ou foram privatizadas.

O bom humor neste pregão ainda foi amparado pela desaceleração da inflação acima do esperado, o que corrobora a expectativa pelo corte de 1 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião do Banco Central que termina nesta quarta-feira. Em 12 meses até agosto, o IPCA teve alta de 2,46%, o menor patamar desde fevereiro de 1999, e abaixo das estimativas do mercado.

Destaques

Petrobras PN avançou 4,23%, em linha com o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional.

Eletrobras PNB teve alta de 2,33% e Eletrobras ON ganhou 1,44%, com a visão positiva sobre os planos de privatização da empresa ganhando mais força após o pedido de análise do governo sobre fim das golden shares.

Itaú Unibanco e Bradesco tinham alta de 2,68% e 1,51%, respectivamente, reforçando o viés de alta da bolsa devido ao peso desses papéis na composição do Ibovespa. Santander Unit teve alta de 2,72% e Banco do Brasil ON avançou 2,38%.

Na outra ponta, Rumo recuou 3,85%.

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